sábado, 21 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Pirulitos se tornam cigarros, inocentes viram vadias. dever de casa vai pro lixo. celulares conectados no twitter durante a aula. detenção se transforma em suspensão. refrigerante se torna vodka. bicicletas viram carros. beijos viram sexo. vocês se lembram de quando usar proteção era botar um capacete? de quando a pior coisa que você poderia levar de garotos eram cosquinhas? de quando os ombros do pai eram o lugar mais alto e inatingível e mamãe era nossa heroína? aliás, lembram-se de quando heroína era o feminino de herói? de quando seu pior inimigo era seu irmão? de quando war era só um jogo de cartas? de quando a única droga que você conhecia era remédio pra tosse? de quando remédio pra tosse era realmente usado pra curar tosse? de quando usar uma saia não te transformava numa vadia? e a maior dor que você sentia era quando ralava os seus joelhos e os "adeus" duravam somente até o amanhecer do outro dia.
e nós não podíamos esperar por crescer?
e nós não podíamos esperar por crescer?
Para os homens que reclamam as coisas deveriam funcionar assim: Cada vez que um homem reclamasse de fazer a barba, ganharia inteiramente grátis uma depilação com cera quente na virilha. Mas, virilha completa! Como bônus ele ainda poderia escolher outra parte do corpo para ser depilada, sejam as pernas, o buço ou axilas. Em caso de reclamação, o macho participante da promoção ganharia 1 semana de menstruação com direito a todos os opcionais de fábrica: 5 de sangramento + cólicas + irritação + sensibilidade extrema. Na terceira reclamação do fresco, ia a Cartela Premiada Ouro: ele teria direito a um parto normal incluindo os 9 meses de gestação, dores na coluna, enjôos, dificuldade para andar, muitos quilos a mais e, na reta final, fortes contrações, dilatação de dez centímetros na genitália, e a própria saída do bebê. Mas não é só isso, depois do parto, o ganhador ainda teria direito a ter a criancinha sugando seus mamilos com bastante força no incrível e mágico momento da amamentação.
Depois nós mulheres que somos fracas (h'
Depois nós mulheres que somos fracas (h'
quarta-feira, 18 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
eu sei como é se segurar e deixar para chorar só quando ligar o chuveiro, assim ninguém percebe. Eu sei como é refletir sobre a vida antes de dormir e se certificar de que ninguém está ouvindo para começar a soluçar. Eu sei como é sofrer tão dolorosamente que as vezes você precisa fingir que vai ao banheiro, ou beber água, apenas para lavar o rosto e se recompor. Eu sei como é ter os olhos úmidos e aquele medo de que não seja forte o suficiente para segurar as lágrimas quando está em público. Eu sei como é sentir aquele nó enorme na garganta, que te sufoca, até que você cede e chora. Eu sei como é sentar na cama, pegar o travesseiro e chorar tanto, mas tanto, que se surpreende com o rio que terá que esconder da sua família. Acredite, eu sei como é tudo isso.
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